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06/03/2020



Antes de tudo é preciso contextualizar o significado da data comemorativa, que foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1970, e representa a luta histórica feminina por condições de trabalho e salário mais favoráveis, equiparando-se aos dos homens. Mas as prioridades mudaram e hoje elas também batalham contra o machismo e a violência.

A reportagem conversou com quatro mulheres que trabalham na Fundec, que de maneiras bem diferentes relataram o que enfrentam diariamente por serem mulheres, quais os seus medos e desejos, o que esperam do futuro e que a luta por igualdade ainda está longe de acabar. No entanto, todas elas externaram a felicidade de ser mulher, mesmo se deparando com jornadas cansativas, multiplicadas, muitas vezes, por três.

Michele de Oliveira, analista de licitação, disse ainda que é frustrante ser mulher no Brasil, pois “o machismo ainda está enraizado na mente masculina, mesmo que eles tentem negar isso. Não podemos andar sozinhas, principalmente à noite por medo de violências sexuais.”

Diomar Schoenau, assessora de planejamento da fundação, diz acreditar que a Lei Maria da Penha ainda está em processo de construção. Os índices de violência, de acordo com ela, ainda são altos, mas isso deve ao fato da lei ter proporcionado mais segurança para as mulheres denunciarem os abusos sofridos.

- Antes a mulher não denunciava por vergonha e medo, então esse foi o primeiro canal criado, embora tenha um longo caminho a percorrer para alcançar a perfeição na proteção à mulher.

“Existem vários fatores, mas dentre eles o de ser mãe é o maior deles. Gerar um filho é ato mais magnífico de todos, a meu ver. Ressalto que gerar para uma mulher nem sempre está ligado à gestação, mas também ao coração”, afirmação feita pela Joelma Resende, do departamento pessoal.

Ela ainda deixou uma mensagem encorajadora a todas as mulheres nesse dia 8 de março, ao dizer que a classe precisa se motivar diariamente, a fim de estabelecer sua grandeza perante a sociedade, que possibilite “olharmos no espelho e reconhecer nossa capacidade que muitas vezes a maioria das pessoas não vê, mas que está dentro de cada uma de nós.”

A expectativa para o futuro, segundo Joelma Nepomuceno, também do departamento pessoal, é de que os índices de violência contra a mulher diminuam e que elas sejam encorajadas a denunciar abusos e que “nós possamos ocupar lugar de destaque e que as nossas escolhas possam ser respeitadas de forma que possamos ser felizes.”