Atualmente, as TCIs – Tecnologias de Comunicação e Informação invadem nossas residências em uma velocidade tão rápida que parece que estamos totalmente desatualizados, mas estamos mesmo! Quem não tem um ou mais filhos menores de 10 anos que domina(m) totalmente as tecnologias (DVD, home theater, Ipod, celular, computador)? Nós, educadores, e até mesmo pais, precisamos estar atualizados e “antenados”, a ponto de participarmos desse processo, falarmos a mesma língua, buscarmos novas formas de interação com nossos jovens.
Não condeno a linguagem virtual (MSN, Orkut, Twitter, facebook), mas acredito que, se juntos (pais e educadores) com ela estivermos, de certa forma, poderemos acompanhar a utilização desses recursos, podendo intervir, quando necessário for, na realidade de nossos jovens. Dessa forma, estaremos ligados afetivamente, pois a relação virtual é, sim, uma forma afetiva de contato.
Ainda há resistência de alguns educadores sobre a utilização das tecnologias, mas se faz necessário quebrarmos esses paradigmas, por isso, gostaria de esclarecer que os recursos midiáticos/tecnológicos que existem são subsídios pedagógicos que podem aprimorar o contato com nossos jovens.
Imaginemos um educador que percebe que um grupo de alunos não está apresentando muito interesse em sua aula e, a partir deste dia, inicia um contato virtual, por qualquer que seja a rede social. Certamente, na próxima aula desse docente, haverá uma mudança de comportamento, não de todo o grupo, mas de alguns integrantes, sim. Sabem por quê? A partir daquele contato virtual, o educador entrou no espaço desses jovens, falou a mesma língua, interagiu através de caminhos que ele mesmo pode direcionar, de acordo com os assuntos abordados durante a conversa, estabelecendo uma relação no mundo em que o jovem vive. Lembram-se daquele ditado: “Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai até a montanha”?
No talk show da Educar Educador, com a participação de Maria Elizabeth Almeida e Nilbo Nogueira, foram discutidas todas essas possibilidades, pois também acreditam que estabelecendo essa relação virtual, através das diversas ferramentas que existem, o educador estará descobrindo novos horizontes, para re(pensar) sua prática em sala de aula, em seja qual for a disciplina. E o mais importante desse (re)pensar é estabelecer a proximidade com os jovens, sem qualquer tipo de frustração para ambas as partes.
[Imagens do Evento]
Roberta Barreto






















